Foi com enorme prazer que o Consulado Geral de Portugal em Maputo acolheu a exposição “Portugal visto por um estrangeiro”, constituída por 33 fotografias de Michael Barrientos tiradas durante a sua estadia em Portugal, em 2005.
Por vários motivos: em primeiro lugar, porque Michael Barrientos tem um grande talento, reflectido em todos os seus (e são muitos) trabalhos – para retratar pessoas nos seus ambientes, ambientes sem pessoas, ícones, paisagens, bem como explorar temáticas; depois, Barrientos viu Portugal na sua modernidade, mas também nas suas antiga história e tradições; finalmente, é salutar e saudável ter outros, que não nós próprios, a olhar para nós – têm a distância que nos falta e o espírito liberto dos nossos constrangimentos.
A exposição de Michael Barrientos expressa bem, creio, a simbiose que hoje é Portugal e a sua gente. País com 800 anos de história, fazendo agora parte de um projecto de futuro que é a União Europeia.
Esta exposição enquadra-se na mesma filosofia que a anterior e primeira exposição que teve lugar no Consulado Geral de Portugal em Maputo, a que demos o nome de “Interseccções”. Nessa altura, colocámos no mesmo espaço pintores e artistas moçambicanos que tinham vivido ou se tinham cruzado com outras realidades, e artistas e pintores portugueses que se cruzaram com Moçambique. Com a exposição de Michael Barrientos, também fizemos a intersecção do seu universo com uma realidade diferente da sua realidade de origem.
Estas intersecções fazem todo o sentido no mundo cada vez mais global em que vivemos. Mas não retiram profundidade, só a acrescentam, aos universos mais particulares de cada país e cada povo.
O nosso muito obrigado ao Michael por ter aceitado partilhar com o público, particularmente português, estas outras dimensões que só enriquecem a forma como nos vemos a nós próprios.
Graça Gonçalves Pereira
Cônsul Geral de Portugal em Maputo
31-01-2010
Por vários motivos: em primeiro lugar, porque Michael Barrientos tem um grande talento, reflectido em todos os seus (e são muitos) trabalhos – para retratar pessoas nos seus ambientes, ambientes sem pessoas, ícones, paisagens, bem como explorar temáticas; depois, Barrientos viu Portugal na sua modernidade, mas também nas suas antiga história e tradições; finalmente, é salutar e saudável ter outros, que não nós próprios, a olhar para nós – têm a distância que nos falta e o espírito liberto dos nossos constrangimentos.
A exposição de Michael Barrientos expressa bem, creio, a simbiose que hoje é Portugal e a sua gente. País com 800 anos de história, fazendo agora parte de um projecto de futuro que é a União Europeia.
Esta exposição enquadra-se na mesma filosofia que a anterior e primeira exposição que teve lugar no Consulado Geral de Portugal em Maputo, a que demos o nome de “Interseccções”. Nessa altura, colocámos no mesmo espaço pintores e artistas moçambicanos que tinham vivido ou se tinham cruzado com outras realidades, e artistas e pintores portugueses que se cruzaram com Moçambique. Com a exposição de Michael Barrientos, também fizemos a intersecção do seu universo com uma realidade diferente da sua realidade de origem.
Estas intersecções fazem todo o sentido no mundo cada vez mais global em que vivemos. Mas não retiram profundidade, só a acrescentam, aos universos mais particulares de cada país e cada povo.
O nosso muito obrigado ao Michael por ter aceitado partilhar com o público, particularmente português, estas outras dimensões que só enriquecem a forma como nos vemos a nós próprios.
Graça Gonçalves Pereira
Cônsul Geral de Portugal em Maputo
31-01-2010
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